segunda-feira, 23 de março de 2009

Achados, não terminados, sem sentidos....



Crossroads

Quando me ajoelhei naquela encruzilhada,
um demônio, desses garbosos, sorriu pra mim.
- Já te esperava, Gabriel. Porque demorou tanto?
- Porque achei que esquina era encruzilhada,
e que se orasse Deus me daria...
- Ah, sem graça, como sempre. Só que seu sempre,
agora é de 10 anos. Enjoy it.

Gabriel Riva
--------------------------------------------------
Era pra fazer um soneto

Que dias ! Tenho bebido tanto, que quando não bebo
penso em quando estarei bebendo.
E a bebida já deixou de ser diversão
a tristeza vem com ela também.
De uma noite frustrada, de um dia desperdiçado,
de mais um dia sem você...quem quer que você seja,
se é que você é alguém.
O que eu, realmente, duvído.

Gabriel Riva
--------------------------------------------------
Quem olhava pensava que seu sorriso brilhava no escuro
Quem não conhecia não entendia, como nunca fechava a cara?
Cabeça erguida, como quem caça estrelas, seguia...
e andava e andava e andava, e nada lhe acontecia
nem bala, nem faca, buraco, bueiro.
Onde vai assim, determinado?
Erra rua, erra avenida, erra tudo!
Como vai chegar no objetivo?

Cabeça erguida, como quem olha nuvens, seguia
pé ante pé, braçada larga, ofegante(é o cigarro, diriam)
onde quer chegar?
Riu, e disse qualquer lugar
tá bom.
Caço nada, que caço passa, nada faço,
busco sonhos.

Gabriel Riva
--------------------------------------------------
Poema de cartão para adultos

Te amo, de forma que nunca
como se fosse a única coisa na minha vida,
meu motivo, razão, objetivo,
te amo por não saber
nada que possa superar um amor
(ou que me dê motivos)

Te amo porque preciso amar.

Gabriel Riva

--------------------------------------------------
No Carnival

No Brasil já é carnaval
Mas aqui não és colombina
e não sou pierrot.

Vai então e me dá uma chance
de te provar
que um beijo pode ser mais que ele mesmo
e ainda assim não ser amor,
que em três dias posso te mostrar
cores que nunca viu, notas que criei
só pra te dar.

Gabriel

5 comentários:

Analice Alves disse...

São tantos poemas e detalhes que eu, certamente, vou esquecer de comentar alguma coisa. Não gostei muito do primeiro, mas amei os outros. O terceiro é fantástico. Muitas vezes, a única certeza que temos é que a busca por sonhos nunca é demais. Precisamos dela pra viver, mesmo que não saibamos aonde ir, onde chegar, em quem chegar. O seguinte é bacana, porque retrata o lado egoísta do amor, amamos porque nos faz bem, porque precisamos amar seja pra ser feliz ou pra ser infeliz e escrever poemas doloridos. O último é uma declaração de um sentimento que não é amor e nem paixão, apenas a vontade de que dê certo. Ufa! Fico por aqui. *=

Nai disse...

Parece que alguém andou fazendo uma pesquisa em seu caderninho de poesias... São tantas e muito lindas e o pior é que juntas fazem todo o sentido, demonstram que você é complexo e que cada poesia que faz retrata um instante, ou um sentimento, ou uma vontade, etc. mas todas elas juntas o compõem como você é. Acho que não preciso dizer qual é a minha predileta, rs...

Rebeca dos Anjos disse...

Segunda vez que passo aqui e é a segunda vez que me impressiono com tanto sentimento.

E são sentimentos sem meias palavras, sem reservas. Tão aqui escancarados mesmo. Boninto isso, viu?

Como a Nai, tive a impressão que vc tem um caderno de poesias... tem mesmo?

Beijo, mocinho! =)

Anônimo disse...

Gordo

rodrigo oabc disse...

cara, dez, me identifiquei especialmente com "Era pra ser um soneto"